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Frigoríficos reduzem em até 40% os abates em Mato Grosso do Sul e setor enfrenta momento de cautela

Fim da cota de importação da China e escassez de bois para abate levam indústrias a desacelerar a produção e conceder férias coletivas

📅 27/07/2026 06:24 | Fonte: Campo Grande News
Frigoríficos reduzem em até 40% os abates em Mato Grosso do Sul e setor enfrenta momento de cautela
Divulgação

A indústria frigorífica de Mato Grosso do Sul atravessa um período de desaceleração. Após a paralisação temporária de duas plantas frigoríficas no Estado, outras unidades reduziram o ritmo de produção entre 35% e 40%, refletindo um cenário marcado pelo encerramento da cota anual de importação de carne bovina pela China e pela baixa oferta de bois prontos para o abate.

Segundo representantes do setor, a suspensão da cota chinesa impactou diretamente as exportações. Com isso, frigoríficos passaram a rever suas operações para evitar custos adicionais nas vendas ao mercado asiático. Entre as medidas adotadas estão a redução dos abates, férias coletivas e funcionamento parcial de algumas unidades.

Mesmo com a queda na produção, a oferta de animais continua limitada. As escalas de compra permanecem curtas, indicando que os frigoríficos ainda encontram dificuldades para adquirir bois terminados, enquanto o preço da arroba segue entre R$ 330 e R$ 335, valor considerado elevado para o mercado interno.

Apesar do cenário atual, especialistas avaliam que a situação é temporária. A expectativa é que a demanda volte a ganhar força entre setembro e outubro, quando os frigoríficos começam a formar estoques para atender a nova cota de exportação destinada à China, prevista para janeiro de 2027.

O mercado futuro já aponta sinais de recuperação, com projeções de arroba acima de R$ 360 no fim do ano. Além disso, a oferta mundial de carne bovina permanece restrita, enquanto países como Egito, Filipinas, Indonésia e Malásia ampliam as compras da carne brasileira, o que pode contribuir para uma melhora gradual do setor no último trimestre de 2026.

Enquanto isso, produtores e indústrias seguem acompanhando o mercado com cautela, à espera de uma retomada das exportações e de um equilíbrio entre oferta, demanda e preços.

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