Ministério da Saúde pede análise para incluir canetas emagrecedoras no SUS
Pedido à Conitec envolve medicamentos à base de semaglutida e liraglutida para o tratamento da obesidade
O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) um pedido à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para avaliar a inclusão de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida no tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A análise da Conitec é uma das etapas necessárias antes de uma eventual incorporação dos medicamentos à rede pública. O pedido ocorre após o aumento da concorrência no mercado brasileiro, que, segundo o Ministério da Saúde, contribuiu para uma redução de cerca de 70% nos preços desses produtos em menos de um ano.
A medida também ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar, na semana passada, que as chamadas canetas emagrecedoras seriam disponibilizadas pelo SUS, mas após a conclusão das etapas técnicas e a definição de critérios para o tratamento.
De acordo com o Ministério da Saúde, semaglutida e liraglutida não possuem proteção de patente. Atualmente, 25 medicamentos desse tipo já estão registrados no país, incluindo versões nacionais e genéricas.
A eventual incorporação ainda dependerá da análise técnica e deverá estabelecer quais pacientes poderão ter acesso aos medicamentos, além dos critérios clínicos para utilização no SUS. A pasta afirma que a intenção é concentrar o tratamento em pessoas para as quais o controle da obesidade possa trazer benefícios relevantes à saúde e reduzir complicações.
Vale destacar que a liraglutida já havia sido analisada pela Conitec em 2025, quando a comissão recomendou sua não incorporação para pacientes com obesidade e diabetes tipo 2. O novo pedido ocorre em um cenário de preços e oferta de medicamentos diferente daquele analisado anteriormente.